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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Onde tudo começou: Saia Mullet

A moda vem escravizando as pessoas de uma forma constante nos dias de hoje, mais que no passado com certeza. Quanto mais a humanidade avança, mais as pessoas se cegam para novas experiências. Estamos caminhando para um mundo em que os pensamentos vão estar todos nivelados, acabaram os grupos extremamente liberais e os extremamente moralistas (estou falando do nosso mundo ocidental). E em consequência desse nivelamento de pensamentos as pessoas conscientes ou inconscientemente começam a se vestir todas iguais, sem pensar “porque raios eu quero usar isso?”. Fashion victims de plantão estão sempre apostando tudo nessas pequenas tendências, maravilhados com a sensação de estar na moda e ser reconhecido por seu “estilo” que foi totalmente comprado. A moda tornou essas pessoas em escravao, que fazem tudo para agradar o seu amo. A saia Mullet ganhou mais seguidoras que muitas outras tendências por ai, deve ser pelo fato dela ser de fácil fabricação e venda, só perde para os Sneakers com salto inspirados nos da Isabel Marant (Post sobre isso AQUI!).  Mas de onde surgiu essa tão “incrível” peça do vestuário que todas estão usando tão loucamente? E esse termo Mullet o que seria?


Stephanie Seymour foi a primeira mocinha a usar esse tipo de saia, que na época ainda não chama de Mullet. A peça foi usada para o casamento de Stephanie e Axl no clipe November Rain e causou muitos suspiros nas meninas da época que sonhavam em se casar na igreja, do modo mais tradicional possível, mas não queriam deixar de lado sua ousadia e rebeldia. Quem assistiu One Tree Hill sabe o quanto Peyton Sawyer desejava casar em um vestido igual, ela quase conseguiu, mas como One Tree Hill é a série mais dramática do mundo e a Peyton é a personagem que mais sofre no mundo ela não se casou com o tão sonhado vestido. Esse vestido passava essa imagem de rebeldia e ousadia (como comentei algumas linhas atrás), as meninas daquela época que eram fãs de rock, ficaram loucas com o modelito. Já as pessoas mais “moralistas” repugnaram o modelo pois na visão deles é errado entrar na igreja com tal mini saia, e muito mais repugnante era o modelito ter saído do clipe de uma banda de rock. Ou seja, a moda não acolheu a tal saia Mullet. Quando a atriz Geena Davis apareceu no Oscar em 1992 usando um vestido com o mesmo tipo de saia, a atriz recebeu uma chuva de criticas e então a saia caiu no esquecimento.


Geena Davis no Oscar.



Foi em 2008 que os gênios Alexander McQueen e Karl Lagerfeld recriaram esse corte em suas coleções. Trazendo algo “novo” e moderno que foi criticado no passado. A moda é assim, o passado vai para o futuro. Desde 2009 as coleções com esse corte aumentaram e a saia mullet ficou conhecida por todos. Não vemos mais aquela ousadia misturada com o tradicional que víamos no passado, vemos só mais uma peça que vai “queimar” até virar cinzas.



sábado, 19 de maio de 2012

Chanel Resort/Cruise 2013. Um pouquinho mais.

Querem um pouquinho mais da coleção resort da Chanel? Karl Lagerfeld dirigiu o editorial para a nova coleção da Chanel, com a modelo Cara Delevigne. Podemos ver nesse editorial as peças com mais clareza e detalhes.










terça-feira, 15 de maio de 2012

Chanel Resort/Cruise 2013.

Os desfiles da mini temporada denominada resort (ou cruise collection) começaram trazendo peças luxuosas para incríveis viagens para lugar nenhum. Tendência vai, tendência vem. Moda vai, moda vem. Chanel é sempre Chanel, uma das poucas marcas que levam uma assinatura visual tão forte e reconhecível. Karl Lagerfeld faz esse incrível trabalho deixando Chanel com cara de Chanel como nenhum outro faria.
Versailles na França socialista

As coleções que já tem a “cara” de Chanel, o toque especial de Karl Lagerfeld se diferenciam apenas pelo o conceito e nessa mini temporada o tema escolhido foi o século dezoito. As silhuetas marcantes usadas por Maria Antonieta, a rainha da moda, fazem parte do desfile. Apesar de peças acinturadas e anquinhas o desfile também propôs peças simplistas, remetendo a antiga Chanel, e masculinizadas, remetendo a nova Chanel.  O local escolhido para o desfile foi nada mais nada menos que no Bosquet des Trois-Fontaines, que fica nos jardins do Palácio de Versalhes, na França, onde Maria Antonieta andou livremente durante a sua vida até ser decapitada na revolução francesa. Karl coloca isso nas peças, o clássico se transformando em luta, em guerra.


As peças são bem elaboradas no estilo Chanel, os destaques são as perucas coloridas e os sapatos de salto plataforma que veio da moda de rua (Primeiro foi incorporado pela Prada). O desfile começou muito bem com peças em jeans, que com certeza veremos mais. Mas ao meio do desfile algo se perdeu ou alguma “referência” entrou por acaso, por mais que não fosse a intenção, as lolitas japonesas (para ver clique aqui!). Calças muito volumosas fizeram parte da coleção, assim como os bordados e os tons pastéis (conhecidos como candy colors). Nenhuma criação mirabolante mas muito conceito e peças que tem tudo para virar tendências.