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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Patachou: Fashion Rio 2013



Não tem como ver a coleção do verão 2013 da Patachou sem se encantar, os tons claros mostram um verão mais leve e claro, bonito de se olhar. Esse conceito de leveza vem também nas roupas fluidas. Uma coleção muito “menininha”, a sensualidade das peças é zero. Apesar da beleza estética a coleção é muito imatura, diferente da passada que tinha peças e tema fortes. Li que a coleção foi baseada e inspirada no impressionismo europeu. Mas as referencias são poucas, a modelagem em tiras dos primeiros vestidos, os recortes com anexo de tecidos e os bordados que se tornaram “argolinhas” e colares nas roupas em que eu vi muito um quadro de Monet, Catedral em Rouen na França, que foi pintada em vários horários diferentes do dia (só eu vi essa ispiração?). As referências são claras, mas o  impressionismo tem um leque enorme de opções, Érika Frade e sua equipe poderiam "viajar" muito mais e criar algo mais forte e denso, tirando a coleção da superficialidade. Estéticamente falando, eu adorei a coleção por ser algo que eu adoraria vestir.


terça-feira, 15 de maio de 2012

Chanel Resort/Cruise 2013.

Os desfiles da mini temporada denominada resort (ou cruise collection) começaram trazendo peças luxuosas para incríveis viagens para lugar nenhum. Tendência vai, tendência vem. Moda vai, moda vem. Chanel é sempre Chanel, uma das poucas marcas que levam uma assinatura visual tão forte e reconhecível. Karl Lagerfeld faz esse incrível trabalho deixando Chanel com cara de Chanel como nenhum outro faria.
Versailles na França socialista

As coleções que já tem a “cara” de Chanel, o toque especial de Karl Lagerfeld se diferenciam apenas pelo o conceito e nessa mini temporada o tema escolhido foi o século dezoito. As silhuetas marcantes usadas por Maria Antonieta, a rainha da moda, fazem parte do desfile. Apesar de peças acinturadas e anquinhas o desfile também propôs peças simplistas, remetendo a antiga Chanel, e masculinizadas, remetendo a nova Chanel.  O local escolhido para o desfile foi nada mais nada menos que no Bosquet des Trois-Fontaines, que fica nos jardins do Palácio de Versalhes, na França, onde Maria Antonieta andou livremente durante a sua vida até ser decapitada na revolução francesa. Karl coloca isso nas peças, o clássico se transformando em luta, em guerra.


As peças são bem elaboradas no estilo Chanel, os destaques são as perucas coloridas e os sapatos de salto plataforma que veio da moda de rua (Primeiro foi incorporado pela Prada). O desfile começou muito bem com peças em jeans, que com certeza veremos mais. Mas ao meio do desfile algo se perdeu ou alguma “referência” entrou por acaso, por mais que não fosse a intenção, as lolitas japonesas (para ver clique aqui!). Calças muito volumosas fizeram parte da coleção, assim como os bordados e os tons pastéis (conhecidos como candy colors). Nenhuma criação mirabolante mas muito conceito e peças que tem tudo para virar tendências.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Roupa = escultura artistica, para Iris van Herpen

A temporada de moda acabou e tenho certeza que todos ja viram a maioria dos desfiles como eu por isso não quero comentar essa ultima temporada em si, quero falar da falta que me fez uma estilista la, nas passarelas. O nome dessa tal estilista é Iris van Herpen que causou um burburinho, na temporada de moda de Paris ano passado. Há 1 ano atrás Iris desfilou suas peças lindas, maravilhosas e esculturais, que me deixaram de queixo caido desejando um dia chegar aonde ela chegou, falando de criatividade e trabalho. Ela transformou a roupa em escultura e a escultura em moda.


Iris Van Herpen de apenas 27 anos desfilou na semana de alta costura em Paris. A estilista holandesa formada pela ArtEZ Institute of the Arts de Arnhem, Holanda. Já foi estagiaria de grandes nomes da moda incluindo Alexander McQueen e Viktor & Rolf. Podemos ver lembranças de Mcqueen em suas coleções de grande complexidade técnica e matérias primas raras. Por isso podemos dizer que suas peças são artesanais, verdadeiras obras de artes, bem trabalhadas e montadas. A própria Iris diz que suas roupas são esculturas artísticas. O seu segundo desfile, em Paris, foi inesperado, por esse motivo poucas peças foram desfiladas. Peças muito bem, ornamentadas e texturizadas feitas em parceria do arquiteto Daniel Widrig. Um estilo conceitual de criar que ja vimos pelas passarelas mas que ainda não foi muito explorado, porque são peças de difícil criação e utilização, se você não for uma Lady Gaga da vida não tem a coragem, o dinheiro e o motivo para usar uma peça como essa. A produção não é a melhor do mundo, mas as peças, são incriveis, de babar.


 Vendo essa coleção e todo o material da estilista me lembro do futurismo dos anos 70 e vejo que ele ganhou uma nova cara, as cores ficaram sóbrias e as texturas mais elaboradas que lembram formas de corais (algo que veio do mar) e essas "armaduras" me lembram cascos de insetos. O brilho também foi um ponto forte junto com as golas ornamentadas no estilo Queen Elizabeth (a primeira, é claro). Podemos ver que Iris não se apega a conceitos, cada peça tem o seu diferencial.


 As peças são incríveis, mas o estilo de Mcqueen esta muito presente, a estilista ainda não amadureceu... Se eu visse essas peças aleatoriamente poderia jurar que era do Mcqueen (se ele ainda fosse vivo), Iris precisa colocar suas “digitais” nas obras, toda grande marca tem seu diferencial que nós meros mortais reconhecemos. Fiz esse post para todos conhecerem o trabalho da artista e para não perder esse incrivel trabalho de vista, espero ver mais dela em Paris, ou qualquer outra semana de moda, denovo. Pois foi um dos desfiles que eu mais gostei e admirei.

E vocês, gostaram? querem ver criações dela na de novo?